
O Brasil vive um momento de prosperidade. A saída mais rápida da crise nos tornou um país depositário de confiança mundial em investimentos. O aumento da renda e do consumo das classes C, D e E resultou em mudanças significativas no perfil do consumidor brasileiro e uma maior atenção passou a ser dirigida a elas por meio das grandes empresas e anunciantes.
Somando a esses indícios temos pela frente eventos importantes que devem movimentar ainda mais os diversos setores da economia brasileira, entre eles, o da propaganda. Em 2014, o “país do futebol” sediará a Copa do Mundo e, dois anos depois, o Rio de Janeiro recebe os Jogos Olímpicos de 2016. Tamanha visibilidade gera desafios que deverão ser cumpridos com determinação e muito trabalho. E a publicidade tem um papel decisivo nesta história.
Geralmente conhecida pela criatividade e acúmulo de prêmios em festivais internacionais, a criação de campanhas publicitárias gera emprego e renda para o país. Em 2007, o setor empregava 612 mil pessoas e movimentava R$ 47,2 bilhões em receitas de produtos e serviços. O impacto da crise financeira não abalou o segmento, que seguiu crescendo nominalmente 7%. Uma prova de que, em momentos de queda no consumo, a criação de campanhas publicitárias eficientes que conectam os consumidores com as marcas ajudam a impulsionar as compras e, com isso, a economia do país.
No próximo ano, as estimativas são ainda mais positivas. As eleições presidenciais atrairão maior atenção para os meios de comunicação, aumentando a audiência dos veículos e, com isso, a publicidade dirigida a eles. Além disso, 2010 pode ser considerado o ano da reação do mercado publicitário depois de um período de recessão na economia mundial. A expectativa do setor é de um crescimento de 12%. Os grandes eventos esportivos abrigados pelo Brasil têm uma grande responsabilidade nestas estimativas.
A expectativa ainda é de que o consumo se mantenha aquecido devido ao constante aumento de renda da população e à previsão do crescimento do PIB nos próximos anos. Com esses eventos, o mercado deverá voltar a investir mais em marca, com o retorno de campanhas institucionais e de posicionamento de imagem, já que em 2009 predominou o tom varejista e promocional da propaganda, focado em resultados imediatos de vendas para superar a crise.
É importante lembrar também que, mais do que ganhar visibilidade com os grandes eventos, a comunicação deles por meio da divulgação comercial gera receita e credibilidade ao nosso país. Para isso, a liberdade de expressão comercial torna-se primordial. Frente a esses grandes desafios, a publicidade torna-se essencial para mostrar a cara do país ao restante do mundo. E para que o próprio povo brasileiro senta-se representado por esse rosto é preciso existir a liberdade de se vender, consumir e divulgar os produtos criados e produzidos cada vez mais- prova de que a economia vai bem.
A publicidade orgulha-se em ter um papel relevante nas próximas empreitadas surgidas devido à importância econômica alcançada pelo Brasil no cenário mundial. Para isso, conta com o apoio de todos para continuar atuando de forma firme e decisiva. Por Luiz Lara – Presidente da Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade), em artigo escrito para a revista Propmark
